3º Domingo do Advento: "A nossa voz deve apontar Deus para o próximo."

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Domingo, 17, foi celebrada a missa do Terceiro Domingo do tempo do Advento pelo padre Leandro José de Melo na Igreja Matriz.

A cada ano, na chegada do tempo Advento, temos a oportunidade de abrir nosso coração para o projeto salvífico de Deus que se revela em Jesus Cristo para a salvação da humanidade. No evangelho de João (1,6-8.19-28), as palavras do evangelista é uma catequese para nós. João evangelista não quer falar de João Batista, mas de Jesus. Ele fala e aponta quem é Jesus. As várias negativas de João Batista onde dizia que não era Messias, Elias e nem profeta, mas apenas o testemunho da luz e a voz que grita no deserto.

Segundo o Padre, João Batista tem duas virtudes que merecem ser refletidas às vésperas de celebrar o natal do Senhor. Primeiro, o “testemunho da luz”, onde somos chamados a responder constantemente quem é Jesus e, se não conseguimos dizer quem Ele é podemos dizer que nossa vida cristã esta um pouco fragilizada.

“Se não conseguimos conhecer seus ensinamentos e sua palavra, nossa vida cristã perdeu todo o sentido. Precisamos ser evangelizados para sermos discípulos mais vigorosos e dar testemunho de Cristo como verdade, vida e salvação, conforme João Batista aponta para Cristo. Não podemos perder nossos olhos e nosso coração em Cristo. Ele precisa ser mais conhecido e amado por nós. Muitos estão perdendo o sentido porque não conhecem a Cristo, precisamos estudar, conhece-lo e sermos iluminados pelas verdades do evangelho sabendo que Ele é o enviado de Deus, Cristo é a palavra encarnada no meio de nós. Só ele deve ser a causa da alegria da humanidade que tem início nessa vida e parte para a eternidade”, disse.

Como segunda virtude, Padre Leandro lembra que João Batista é a voz que clama no deserto. Com isso também devemos fazer com a nossa voz, que Cristo seja conhecido também na minha casa, na minha vida profissional.

“Quantas pessoas que tem vergonha no seu espaço de trabalho expressar a sua fé. Mas é nesses lugares que somos chamados a ser testemunhos para preparar os caminhos do Senhor. Precisamos ainda valorizar nossos símbolos religiosos, pois, se o jogarmos fora, outros símbolos pagãos serão colocados no lugar. Um exemplo disso é o terço que tem saído da mão e ido para os pescoços, tem virado jóia, objeto de exposição. Mas, a fé verdadeira precisa ser proclamada e ter um lugar em nossa vida. Com a aproximação do Natal repensemos um pouco que muitos não conhecem a Cristo, mas amam o papai Noel, porque ele traz presente, mas não sabe ou não se lembra do presente que Cristo traz todos os dias do ano, o presente da salvação, de uma vida nova, o consolo, a misericórdia, a presença em nossa vida nos momentos da alegria, mas também nos momentos difíceis. Temos que ter a certeza que Cristo caminha conosco e quer ser a luz na nossa vida e oferecer o Batismo que João Batista nos fala que é o Espírito Santo. Precisamos amá-lo mais, desejá-lo mais para que Ele seja o verdadeiro Deus de nossa vida.

Ele ainda cita em sua homilia que para estar na presença do Senhor e viver na alegria, segundo a carta de Paulo ao Tessalonicenses, é preciso orar sem cessar. Quem não reza perde a presença de Deus e se afasta da graça de sua amizade.

“Como tem sido a sua oração? Como tem sido sua amizade com Deus? Não podemos vir na igreja só porque todo mundo vem, temos que desejar a Eucaristia, desejar vir e ouvir a palavra de Deus. É preciso treinar o meu corpo para que as “preguiças e compromissos do dia a dia” sejam afastadas, para que nosso corpo se movimente para Deus. O templo não é um lugar só de encontro, mas sim um lugar de Encontro com Deus para rezar. Paulo em sua carta também nos lembra que devemos nos afastar de tudo que é maldade, portanto se queremos dar testemunho de Deus em nossa vida, não podemos estar manchados com o mal. Vivemos numa sociedade competitiva, puxando o tapete do outro, levantando falso testemunho do outro. Quando compactuamos para o mal, o primeiro a ser atingindo somos nós mesmos, pois a raiz do mal esta dentro de nós. Em momento algum deseje o mal para o outro, a vida cristã não permite isso”, salienta.

Finalizando ele lembra que ao aproximarmos do Natal do Senhor, que renasça em nosso coração o comprometimento de uns com os outros, que tenhamos o compromisso com o irmão.

Por Vânia Abdala

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